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16
out

Conilon e Robusta: explicando porque gato não é lebre

Existem muitas espécies botânicas no gênero Coffea, nosso café de todos os dias, sendo que só bebemos basicamente cafés de duas espécies – Coffea arabica e Coffea canephora.

A Coffea arabica é a mais famosa e certamente a que produz uma excelente bebida – aromática e saborosa. Daí o grande carinho dos adeptos por café pelos 100% arábica, assim como os arábica especiais, o crème de la crème!

A segunda espécie importante é a Coffea canephora – hoje utilizada principalmente pelas indústrias de café solúvel. Salvo as exceções, normalmente os cafés canéforas têm valor de mercado mais baixo e, quando misturados com o arábica, reduzem o custo final do produto. Após a torra, são cafés tidos como mais duros no paladar, isto é, mais intensos, encorpados e menos complexos.

E o conilon e o robusta, que têm aparecido bastante na mídia ultimamente?

Geralmente ouvimos ouvimos falar de Robusta e Conilon como sinônimos. No entanto, embora sejam usadas genericamente para se referir a uma única variedade, elas não o são. O Robusta vem de uma região do Congo na África central e o Conilon da região de Guiné e Costa do Marfim. Ambas são regiões equatoriais de baixa altitude com temperatura, umidade e chuvas elevadas.

A confusão se dá muitas vezes pelas semelhanças entre elas, que compartilham uma característica botânica muito importante. As duas são de polinização cruzada, ou seja, o grão de café depende necessariamente do pólen de outra planta para se formar.

Por serem na verdade populações, e não uma variedade uniforme como o arábica, existe muita variabilidade – o que acaba fazendo que sejam chamadas todas pelo mesmo nome.

Portanto, conilon não é robusta e robusta não é conilon! E se você ficou curioso e quer saber mais, entre em contato conosco ou deixe um recado aqui no blog que ficaremos muito felizes em trocar esse conhecimento!

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